Uns vem, muitos vão, poucos ficam, dos que vão muitos passam despercebidos, os poucos que fazem falta, deixam saudade e estimulam lembranças que pesam no peito e pensamentos que desejam voltar no tempo para viver tudo aquilo mais uma vez, todos os momentos de felicidade, os churrascos muitas vezes sem carne, as noites na rua, as caminhadas sem rumo, as piadinhas fora de hora na sala de aula, as risadas em momentos importunos, as partidas de futebol, aquele gol a gol na chuva, ir ao Beto Carreiro e atravessar o parque descalços e molhados, as brincadeiras de polícia e ladrão no prédio inteiro, tardes inteiras jogando banco imobiliário ou passeando de ônibus, as correrias, os malabares no sinaleiro, os domingos dedicados ao hip hop dance na praça do Japão, as corridas de aviãozinho de papel em frente a locadora, os treinos atrapalhados de futsal, as festas surpresa, as festinhas de 15 anos, as aulas assassinadas para ir ao shopping, tocar violão e cantar ou ficar na educação física a tarde toda.
É uma pena não poder voltar e fazer tudo de novo, é uma pena não conviver mais com nenhum de vocês, mas saibam, se a um tempo atrás, eu disse que estaria aqui pra qualquer coisa, ainda consta! Posso não vê-los, mas nunca irei esquecê-los meus caros amigos.
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