Há algumas semanas atrás eu fiz uma viagem de cunho insano, mas que foi completamente nostálgica por ser um lugar mágico, que fez parte do melhor da minha infância, a vibe daquele lugar, com aquela areia branquinha, aquele mar de um azul inacreditável, aquele cheiro de infância e aquelas lembranças flutuando ao meu redor o tempo todo, já me deixaram com o espirito inflado de sentimentos positivos. Saindo de uma festa, avistei uns amigos meus, estranhamente, conversando com um cara, meio maltrapilho, diferente, perguntei o que estava acontecendo, me surpreendi com a resposta do meu amigo que disse "ELE É MUITO GENTE BOA". Nisso eles pegaram um taxi e então o nobre rapaz se ofereceu a nos acompanhar até a pousada, que era a 1km dali. O nome dele era 'Paulinho' e ele era um nativo por opção. Começamos conversar e a partir daí eu resgatei a real concepção de vida, que eu já tinha, mas acabei perdendo por conta dessa loucura da vida urbana, estudar, trabalhar, ganhar dinheiro, pagar contas, contas, contas, trabalhar, trabalhar... Já o Paulinho, ahh o Paulinho não, ele sim realmente VIVIA ao invés de só sobreviver, morava num camping, perto do mar, só trabalhava o suficiente pra pagar sua moradia e sua comida, quando tinha vontade da sua comida predileta, ia até o canto da praia e pegava uns marisquinhos. A leveza e suavidade com que ele enfrentava as diversidades, transcendia da sua alma e me contagiava de uma maneira absurda, conversamos durante todo o percurso, nossas palavras pareciam bailarinas dançando pelo ar, e a cada passo que eu dava era uma negatividade a mais que eu esquecia. E naquele lugar ainda, onde cada esquina conversava com a Thaisinha de 7 anos, que cada vez mais crescia dentro de mim e gritava:
"REAJA! VIVA! OLHA A VIDA AO SEU REDOR, VIIIIDAAAAA!"
E isso tudo foi tomando conta de mim, meus olhos começaram a brilhar e eu já havia mudado todos os meus planos de vida, resolvi que vou morar na praia e vou levar comigo apenas, a tranquilidade, a paz, a alegria, o amor e Deus. Comentei com o meu novo MAIOR amigo, sim! porque ele era de uma grandeza admirável, que me esperasse pois daqui 5 anos eu vou morar lá, e então ele disse:
"Vamos nos reencontrar muito antes disso"
Com um sorriso inesquecível no rosto, como se ele realmente soubesse que isso iria acontecer e então eu disse:
"Eu vou te reencontrar sempre que eu quiser, pois guardei o seu sorriso na minha smilonthèque."
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