quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Eu odeio² você.

Anos atrás eu fiz teatro e em uma das poucas peças que eu trabalhei, tinha uma fala que dizia que "a vida é uma brincadeira de roda sem fim, com um começo, um meio e outro começo"...  Caralho! se eu soubesse o poder dessa frase, eu nunca teria dito.
Esse ciclo sem fim vai acabar me matando um dia!

Eu odeio como você é legal, eu odeio como eu gosto de ver você rindo, odeio gostar tanto de te fazer rir, eu odeio a maneira que você me trata e como você sabe coisas sobre mim que nem eu sei, como você sabe que eu nunca comi comida indiana? você me assusta sabia? eu odeio o fato de você saber o dia do meu aniversário e se assustar com os meus 23 anos, afinal faz tempo (muito) que eu odeio ter você por aqui, por ali, indo e voltando na minha vida. Eu odeio nossos desencontros e odeio mais ainda nossos encontros, odeio ter uma história com você, odeio perceber que já perdemos a graça um para o outro tantas vezes e odeio mais ainda quando essa graça volta à tona, DO NADA, porra que merda! 

Será que um dia vamos nos sintonizar? será que um dia? Por que eu acho que ainda vai ter um dia? 
Eu odeio é ter certeza disso. 

Maktub? Tá escrito? Guarapari? Búzios? Minha arte? hahahahah isso é uma loucura, é uma gangorra de certezas e incertezas, é uma bipolaridade sentimental, CHAMA O SAMU, CHAMA OS VINGADORES, CHAMA O BATMÁ, O CHAPOLIN, O ASH E O PIKAXU, CHAMA O OIL MAN, O GOKU E O FREEZA PRA ME AJUDAR, ou chama um psicólogo só, é caso de tratamento. 


O coração dispara
Tropeça, quase pára
A mão ampara a calma
Encosta lá na alma
E o corpo vai sem medo
Descasca teu segredo
Da boca sai: "não pára"
É o coração que fala
O laço é certeiro
Metades por inteiro
Não vou voltar tão cedo
Mas vou voltar, porque

Eu amei te ver...


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Querida mamãe...

Pode dormir mãe, hoje eu não sei como te consolar.
Pode dormir mãe, hoje você não precisa sair para trabalhar.
A vida nunca foi fácil pra você né?
Você já está exausta, então dorme mãe.
Nada do que a gente faça vai adiantar.
Eu sei que é difícil se conformar e é feio parar de lutar,
Que você tem dois filhos pra se preocupar, mas agora... descansa mãe!
Eu queria poder arrancar de você tudo isso que te corrói.
Eu queria, como eu queria, poder reverter a situação e ser o seu super herói.
Infelizmente, só o que eu posso fazer é te falar:
"Vira pro outro lado, dorme um pouco mais, deixa tudo isso passar, deixa a vida levar."
O mundo não vai acabar. Amanhã começa um novo dia...
Deixe começar uma nova vida, sem essas correntes, sem esse sofrimento sem fim.
Deixe o ar entrar pela janela e apagar tudo de ruim que vem acontecendo.
Vamos olhar pra frente e viver felizes com o pouco (quase nada) que temos.
Mas não hoje, só amanhã.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Respostas.

Eu vi ela crescer, era uma menininha muito mais nova do que eu, de repente ela tinha seus 15/16 anos (continuava sendo muito mais nova do que eu), mas ela estava linda! Ela não era do tipo princesinha, na verdade ela era praticamente um moleque. Ela me fazia rir da mesma maneira que os meus amigos faziam, ela falava besteira, era desajeitada, desastrada e cara de pau, de vez em quando ela ficava com vergonha e me olhava sem jeito, com aquelas bochechas vermelhas que só ela tem.
Um dia eu me peguei pensando nela... do nada! E já fiz questão de pensar em outra coisa. Outro dia eu me vi conversando na internet com ela até as 2h da manhã e já tratei de dar boa noite. Eu tentava fugir, mas de repente estava lá de novo. Um dia eu encontrei ela no mercado, senti um negócio diferente, pensei em me repreender, mas ela fez uma piadinha, me olhou de baixo pra cima, com um sorrisinho pequeno e na mesma hora eu parei de pensar, conversamos, rimos, tiramos sarro um do outro e entre uma risada e outra, ela me olhava daquele jeito, eu tentava voltar a pensar, mas não conseguia. Depois de um bom tempo conversando, esqueci do mundo ao meu redor, respirei fundo e deixei rolar, o que não deveria acontecer, mas foi sensacional, seria loucura me arrepender. No mesmo dia, deitei na cama antes de dormir me sentindo ótimo, porém lá no fundo algo me chamava de inconsequente. Mesmo assim, liguei no dia seguinte, nos vimos despretensiosamente de novo e de novo, de novo, de novo... Quando ela estava perto era tudo muito bom, só que eu não conseguia parar de me sentir errado. Não sabia como resolver, então sumi. Não liguei mais, não dei mais notícias e nem chamei na internet. Comecei a procurar uma menina que fosse pra namorar, que eu não precisasse me preocupar com o que iam pensar, daquelas que eu pudesse me exibir e andar de mãos dadas na rua sentindo orgulho, daquelas do tipo princesinha. E eu encontrei e deixei minha molequinha de lado, que logo encontrou alguém que a assumiu e fez por ela tudo o que eu não podia fazer.  Meu relacionamento não deu certo e nem os que vieram depois. Enquanto eu procurava solução para o que nem era problema, ela tava lá, solteira de novo, cada vez mais cheia de amigos e histórias pra contar, saía todo fim de semana, chegava em casa de manhã, se divertia e continuava sendo o mesmo moleque de sempre, nos encontramos outras vezes entre idas, vindas e voltas que a vida dá. Muita coisa mudou, muita coisa aconteceu, mas quando éramos eu e ela, tudo voltava a ser como no início, as risadas, as gracinhas, o negócio estranho dentro do peito e aquele sentimento de inconsequência. O tempo passou e a minha menininha se formou antes que eu, tinha um emprego sério e era respeitada. Entre um encontro e outro, o mundo girava rápido demais e causava desencontros, desenganos e desnecessidades. Numa dessas revelias do universo, nos encontramos novamente, ela já não sentia mais tudo aquilo, ela já estava cansada dos meus sumiços, eu já tinha perdido a graça pra ela, mesmo assim ela considerou nossa história e deixou rolar e então eu me dei conta do óbvio, eu não precisava de uma princesa, eu não queria uma princesa, pra começar eu nem sou um príncipe, to sempre duro, ando largado e sou problemático, nunca ia dar certo com uma princesinha, na verdade eu precisava dela, do sorriso dela, do sorriso que ela causava em mim, das piadinhas e idiotices dela, resolvi fazer tudo o que ela esperou que eu fizesse esses anos todos, respondi todas as perguntas que eu mesmo plantei nela, abri meu coração, me dediquei, mas era tarde demais, a minha menininha já não era mais menininha e muito menos "minha".

sexta-feira, 8 de maio de 2015

"Não sei, mas sinto, uma força que embala tudo...."

Não seio que, mas algo me fez esquecer tudo e voltar.
Pode ser qualquer coisa dessas que a música acima diz, ou pode ser tudo.
A verdade é que no momento em que estamos só nós dois, sem tv, sem música, sem pessoas ao redor e mesmo assim estamos rindo muito, se divertindo como se estivéssemos num parque, eu sinto aquilo de volta, eu SINTO o amor, o amor feliz dentro de mim e isso me faz querer continuar.
Mesmo com tantos motivos e algumas feridinhas abertas ainda:

"Um dia eu vou ficar bem
Só pra te querer mais
Onde quer que eu ande bem
Domingo é pra te dar paz..."


segunda-feira, 9 de março de 2015

Se for pra ser assim, que não seja.

Quase um ano depois estou aqui, desabafando nesse meu diário online novamente.
Como decidir? como escolher entre aturar velhos problemas ou arriscar problemas novos?
Como dizer adeus? como deixar pra trás tudo aquilo de lindo que eu tenho dentro de mim?
Como conviver com tanta merda?
Hoje uma amiga que eu encontrei no ônibus me disse: "Na dúvida volte! pior do que está, não fica!"
Isso me fez pensar em voltar e ao mesmo tempo me fez pensar que sou nova demais para me conformar com um "pior do que está, não fica!".
Isso não faz o menor sentido pra mim, justamente pra mim.
"Sabe a Thaís? aquela que vive rindo, bem humorada, fazendo todo mundo rir das suas piadas e gracinhas? 
Então, tá lá afundada num relacionamento meia boca, cheio de problemas que a fazem sofrer constantemente."
Não gente! não dá! tudo bem que eu consigo me apegar as coisas boas e tentar deixar de lado as coisas ruins.
Mas chegou num momento que a coisa ruim está tão grande, que mesmo que eu queira deixá-la de lado, não adianta. É como esconder um elefante atrás de uma cadeira. De repente ele está em tudo, na minha cama, no sofá, no telefone, no chuveiro, no meu trabalho, almoçando comigo é como se o elefante me seguisse achando que eu sou sua mãe.

Milhões de perguntas sem resposta.
Nem desistir, nem tentar, agora tanto faz?
Lutar, pois não existe mar de rosas sem espinhos?
Chutar o balde e aproveitar a vida e a felicidade que esse mundão de aventuras me oferece a cada dia?

Ser feliz é a prioridade, mas a razão pede sacrifícios para alcançar a felicidade e isso também não faz o menor sentido pra mim.

A única certeza que eu tenho é que eu não faço ideia do que fazer.